Arquivo para a categoria 'Comportamento Canino'

12
mar
12

Eutanásia, uma decisão muito difícil

Muitas vezes temos que afrontar uma situação muito difícil com nossos animais de estimação: fazer ou não fazer eutanásia.

Eu, pessoalmente concordo com a eutanásia só em momentos em que o animal esta muito doente, e sofrendo muito. Quando já não ha o que fazer para manter uma boa qualidade de vida.

Os animais tem necessidades básicas que devem ser reconhecidas e respeitadas, quando estas necessidades ainda acontecem satisfatoriamente, preservar a vida do animal é o correto, mas quando acontece o oposto, a eutanásia deve ser considerada (Villalobos, 2004).

O Dr. Villalobos criou uma escala para proporcionar uma forma de tomar esta decisão de forma mensurável. A escala chama “HHHHHMM” a qual mede de 1 a 10 (sendo 10 a melhor pontuação) aspectos como DOR (hurt), FOME (hunger), HIDRATACAO, HIGIENE, FELICIDADE (happiness) , MOBILIDADE, MAS DIAS BONS DO QUE RUINS. Quando a pontuação esta acima de 5, em cada um dos itens, ou no total é igual o maior a 35, a qualidade de vida é aceitável. Quando é menor, vale a pena conversar com o veterinário para analisarem juntos a situação do animal e considerarem a opção de acabar com o sofrimento.

Dor:

É o item mais importante, é a habilidade de controlar a dor e respirar. É difícil saber quanta dor um animal esta sentindo, porque por instinto os animais mascaram sua dor (Allen, 2001). Mas tem formas de ler esta dor observando sua postura, expressões, tensão, falta de mobilidade, ficarem quietos em cantinhos insulais, reações negativas ao toque, e não serem capazes de respirar (Allen, 2001; Villalobos, 2004).

Fome:

Se um animal não esta querendo comer a nutrição deve ser forçada já que se não comer pode ficar desnutrido facilmente (Allen, 2001).

Hidratação:

Quando o cachorro precisa de aplicação de fluidos injetados (Villalobos, 2004).

Higiene:

Quando o animal fica incontinente e elimina no mesmo lugar em que esta deitado (Allen, 2001).

Felicidade:

É importante notar se o animal esta tendo momentos de alegria, se quer interagir com o meio ambiente (Villalobos, 2004). A felicidade é uma coisa subjetiva, mas os donos de animas os conhecem o suficiente para perceber se ainda esta curtindo a vida por meio de prazer nos seus brinquedos, comida,  e contato com os membros da família.

A Dr. Moira Anderson Allen diz:

“A maioria dos animais de estimação são fáceis de comprazer; quando já não é mais possível conseguir um ronronar ou um rabo abanando, pode ter certeza que a vida já esta trazendo pouca felicidade para ele”.

Mobilidade:

Se o animal consegue se mobilizar sozinho,  se os tratamentos para ganhar pelo menos um pouco de mobilidade estão funcionando, há esperanças numa melhor qualidade de vida (Villalobos, 2004).

Mais dias bons do que ruins:

Se o animal esta tendo mais dias bons do que ruins, ainda vale a pena viver (Villalobos, 2004).

Estes itens devem ser avaliados em conjunto e com muito cuidado para tomar qualquer decisão, lembre, estamos falando duma vida.  O acompanhamento veterinário é muito importante e caso a decisão de eutanásia seja tomada, pedir para o veterinário realizar o melhor procedimento  em que o animal não sofra e possa ir da forma mais passiva e tranquila possível.

Eu sei que este tema é muito difícil, mas é importante ter conhecimento para tomar a melhor decisão para nosso animal quando mais precisa do seu tutor, da sua família.

Au pro animal, e um abraço para voce!

Foto : http://animais.culturamix.com/cuidados/cadeira-de-rodas-para-caes

28
fev
12

O vinculo entre os humanos e os cães

O vinculo entre os humanos e o cão envolve fatores como ligação, alimentação, toque, redução de estrese, etc.

Há alguns anos, os animas eram vistos meramente como animais: serviam para ajudar os humanos em diferentes tarefas, eram utilizados como transporte e entretenimento em zoológicos e circos. Hoje aos poucos as coisas estão mudando, já se fala sobre os direitos dos animais, e relacionamentos mais respeitosos entre humanos e animais vem sendo promovidos.

Será que o contato constante com cães e o forte vinculo que compartilhamos com eles tem ajudado para que vejamos os animais em geral de forma diferente?

Os cães tem ficado perto de nos pelos últimos 15,000 anos, e por esta razão temos conseguido criar um relacionamento especial com eles como com nenhum outro animal. Passámos de vê-los como simples assistentes para fies amigos e membros de família.

A vida nas cidades continua crescendo, e nosso animais são um dos poucos meios de dar continuidade a nosso relacionamento com a natureza.  Os fatores envolvidos no desenvolvimento duma ligação forte entre humanos e cães são os seguintes

Vinculo: Conexão afetiva entre dois indivíduos (Case, 2005). Tanto humanos como cães precisam de vinculo, já que ambos são espécies sociais. O grau de ligação depende da proximidade física, o tempo compartilhado juntos, emoções e experiencias vocais, visuais e de carinho. É importante dedicar um tempo do dia para criar e alimentar este vinculo.

Nutrição: Os humanos expressamos nosso amor alimentando, cuidando dos outros. Precisamos desta tarefa para nos sentir úteis e o cachorro nos da esta oportunidade (Case, 2005).

O toque: Tocar os seres que amamos e parte do nosso ritual de relacionamento. O toque relaxa tanto a pessoa que esta proporcionando o toque/carinho como a pessoa que o esta recebendo. No relacionamento humano-cão, o toque é igual de importante e é essencial para um forte relacionamento. Quando você toca no seu cão  mudanças hormonais e neuroquimicas acontecem no seu corpo e no do cachorro: liberação de oxitocina e prolactina incrementa os sentimentos de prazer e felicidade tanto nos humanos como nos cães. Lembre, com um cão você sempre poderá dar seu amor sem ser julgado

Redução de estrese: Este fator é muito importante. O mundo cada dia esta mais estressado com o trabalho, transito, relacionamentos…. Mas, tudo parece perfeito quando você chega em casa e seu cão te recebe sempre feliz de vê-lo, e tenta fazer qualquer coisa para torná-lo feliz. Fazer coisas como falar, cantar e ler para seu cachorro, tem demostrado diferentes benefícios como redução da pressão arterial e dos níveis de estresse. Num mundo que pode ser muito cruel, é bom ter um cão que te faz sentir emocionalmente seguro!

Um fator MUITO importante é a percepção humana do cão ideal, e muito humanos quando não conseguem este ideal, terminam cortando o vinculo, abandonando seu cão. Por isso é tão importante educar as pessoas antes de adotar  ou comprar um cão, para que as expectativas deste relacionamento sejam reais e não idealizadas.

Sim, compartilhar sua vida com um cão é mágico, mas não por isso é “ideal”, já que para receber toda esta magia tem que ser comprometido com ele, como em qualquer outro relacionamento, tem que ser dedicado, precisa de tempo, de atenção, de cuidado. A diferencia entre este relacionamento é que você é o único responsável, não o cão, para que de certo. Trabalhe e dedique tempo para que estes fatores importantes aconteçam, e curta uma forte ligação com seu cão. Lembre, disciplina e exercício são indispensáveis para um relacionamento harmonioso com seu cão.

Au pro animal, e um abraço para você.

 

Referencias

Case, L.P. (2005). The Dog Its Behavior, Nutrition, & Health (2nd ed.). Blackwell Publishing.

23
fev
12

O Cão e o Lobo

Acho a história evolutiva do cão muito interessante. Ultimamente tenho escutado varias teorias: que o cachorro descende do lobo, e a outra que descende de um tipo de cão selvagem. Depois de pesquisa profunda esta é a conclusão (simplificada).

Tudo começou há 62 milhões de anos com os “miacids” na era dos dinossauros. Os “miacids” eram mamíferos predadores e são os ancestrais da família “carnivore”. Destes “miacids” duas vertentes evoluíram: os “viveravines” (gatos) e os “miacines” (canídeos, ursos, guaxinins e doninhas). Logo, veio o mais velho membro da família dos “canidae” o “Hesperocyon” (aprox. há 38 milhões de anos). Alguns outros milhões de anos depois “Hesperocyon” evoluiu no “Leptocyon” e “Tomarctus” de onde vieram a maioria dos canídeos.

Durante anos há disputas de qual é o parente selvagem imediato do cão domesticado, e finalmente a genética, e evidencia comportamental e morfológica ajudaram clarificar que o lobo acinzentado é este parente, e que os dois, tanto o cão domesticado como o lobo acinzentado de hoje compartilham o mesmo ancestral, um tipo de lobo acinzentado antigo. O cão vem deste tipo de lobo antigo o, não do lobo de hoje, por isso é muito importante deixar claro que cão é cão e lobo é lobo em todos os sentidos. Os lobos acinzentados e os cães são primos que vem evoluindo pela mesma quantidade de tempo, e compartilham 99.8% do seu ADN (The Secret Life of the Dog, 2010).

Mesmo que a diferença no ADN do cão e do lobo seja tão pequena é suficiente para lembrar que problemas comportamentais de cães são diferentes ao de os lobos. A filogenia e a domesticação do cão o fizeram diferente tanto morfologicamente como comportamentalmente. Os humanos compartilhamos 96% do nosso ADN com o dos chimpanzés, e tratar um cão como um lobo seria como tratar um humano como um chimpanzé. Há semelhanças e diferenças que devem sempre ser tomadas em consideração.

Este documentário é muito interessante. Vale a pena assistir, espero que gostem!

The Secret Life of Dogs:

Au pro animal, e um abraço para você!

Referencias

Case, L.P. (2005). The Dog Its Behavior, Nutrition, & Health (2nd ed.). Blackwell Publishing.

DiLillo, A., Cassoret, M. (2011). Man and Wolf: The Process of Domestication. America College of Applied Science.

Fogle, B. (2006). Dogs.  Dorling Kindersley Limited.

19
ago
10

Aprendamos com “Encantador de Leões” e com “Homem Lobo (The Wolf Man)”

Esse tipo de coisa me inspira, me emociona. Gostaria muito de também fazer parte dessas lindas matilhas! Mais uma vez um ser humano mostra que SIM, É POSSIVEL, conviver, aprender e ensinar os animais de uma forma digna, amorosa, respeitando sua natureza, falando sua língua, sem necessidade de correntes, de força bruta e sim, por meio da linguagem natural de cada ser vivo, respeitando sua própria natureza.

Assistam aos vídeos. Espero que gostem tanto como eu! Esses homens vivem para ajudar esses animais. Nós podemos ajudar também, sem precisar fazer como eles, que deixaram tudo por essa causa, fazendo nossa parte: cuidando e respeitando todos os seres vivos que nos rodeiam, sem importar a espécie, raça ou beleza.

Vejam como esses dois homens aprenderam a falar a linguagem desses animais para comunicar-se com eles. Eles os amam, brincam, fazem carinho, mas não se esquecem da natureza animal de cada espécie. São animais que vivem em matilha, que têm hierarquias dentro dela, como os cães. Aprendamos com eles mais um pouco sobre o verdadeiro amor, pratiquemos essa lição com nossos próprios animais, satisfazendo primeiro as suas necessidades básicas. Apliquemos exercícios como faz o Kevin; liderança como o Shaun, e carinho físico do nosso próprio jeito! Lembrem-se sempre nesta ordem!

Ele é Kevin Richardson “O Encantador de Leões”

Ele é Shaun Ellis “The Wolf Man”

Au pro animal e um abraço para voce!

27
mai
10

O que é o verdadeiro amor?

Uma querida amiga, Ângela Fernandes, convidou-me para escrever um artigo sobre cães e donos para seu novo web site, o SOS Bichos <http://www.sosbicho.com.br>.

A SOS Bicho é uma organização que procura pessoas para adotar animais abandonados e as orienta para que a adoção seja feita corretamente e com responsabilidade. Pensando em responsabilidade escrevi este texto que fala do amor verdadeiro. E o que é o amor verdadeiro? É o amor responsável, aquele que entende o outro e o ama da forma em que este precisa ser amado.  

 Espero que gostem do texto e que visitem o site da SOS Bichos!

       

            O que é o verdadeiro amor? O verdadeiro amor é amar o outro da forma que ele precisa ser amado. Começo o texto com esta frase, já que, na minha profissão como psicóloga canina, escuto diariamente dos meus clientes questionamentos relacionados com esta sentença. Sou procurada porque a maioria dos donos de cães não entendem porque, amando tanto seus cães, eles retribuem com comportamentos indesejados, como agressividade, xixi no lugar errado, bagunça, passeios incontroláveis e destruição, entre muitos outros.

Nós, seres humanos, temos um raciocínio diferente comparado ao dos nossos cães, obviamente porque temos naturezas diferentes. Para nós, o maior grau de amor é tratá-los como outro ser humano e é neste ponto que começamos a errar com estes seres que tanto amamos. Amar um cão verdadeiramente é respeitar a sua natureza e honrá-la, satisfazendo suas necessidades básicas, tais como: exercícios físicos, mentais, estabelecer limites e por ultimo, fazer carinho físico.

Ser um verdadeiro dono amoroso e responsável é ter a capacidade de aceitar que eles são diferentes, que são completamente dependentes de nós e que tem necessidades especificas à sua natureza que precisam ser satisfeitas. Aceitar também que, no momento de decidir ter um cão, este, assim como um filho, não é descartável e você deve ser responsável por ele  pelo resto de sua vida.

Só depende dos donos para que o relacionamento com seus cães seja perfeito. Os cães se comunicam entre si por meio de energia e postura corporal. Se aprendermos a sua linguagem e formos conscientes de suas necessidades, teremos o cão “ideal”, estável e feliz.

Os cães vivem no momento presente; estão sempre dispostos a mudar, independentemente da idade. A única coisa que eles querem é nos fazer felizes e, por esta razão, se aprendemos a nos comunicar com eles, se aprendermos a ser seus lideres de matilha, não só estaremos recebendo seu amor, mas também a sua confiança e respeito. Por meio da liderança, conseguiremos passar o que esperamos deles, evitando frustrações de ambas as partes por uma total falta de comunicação.

Nossos cães projetam nossos sentimentos, nossos desejos, nossas carências e frustrações. Não culpe só o seu cão pelos problemas comportamentais que este esteja apresentando – lembre-se que a solução está em suas mãos. Ter um cão traz muitos desafios, mas a recompensa é imensurável. Com um cão treinamos nossa verdadeira capacidade de amar e nossa paciência, nos tornando melhores seres humanos.

Au pro animal e um abraço pra você!

 

10
mar
10

Emoções Caninas – Como os cães sentem as coisas.

Cães sentem luto?

Com certeza! Mas os cães experimentam este sentimento de outra forma. Nos deveríamos aprender deles! Claro que sentem a falta da pessoas ou cachorro da matilha que morreu, esta tristeza se reflete em mudanças de comportamento, mas a maioria dos cães após duas semanas voltam ao normal, alguns demoram até 6 meses. O grande problema esta em que nossa tristeza pode significar para o animal fraqueza e não suprir a liderança exercida pelo ente falecido pode gerar uma serie reflexos no comportamento d e nosso cão.

Será que os cães riem?

Há estudos que mostram que sim, que os cães riem. Durante as brincadeiras eles fazem um tipo de barulho na sua respiração que a pesquisadora Patricia Simonet descobriu. Inalações de excitação podem ser a versão canina de uma boa risada. A pesquisa foi feita com uma matilha de cães e instalaram vários microfones ao seu redor captando este tipo de respiração durante suas brincadeiras.  Depois a equipe disponibilizou esta gravação para outro grupo de cachorros que ao escutá-la começaram a brincar.

Vergonha por alguma coisa que fez, será que tem?

No texto anterior expliquei  através do caso de Hoppel…, então vocês já podem responder a esta pergunta… mas se ainda tem duvidas eu vou responder: NÃO! Cachorro não se sente culpado, nem tem vergonha pelo que fez ou faz.

Você pode achar que sim porque ele faz uma carinha bonita, o se esconde na hora que você chega e ele fez um lindo xixi no meio da sala, mas sinto muito desapontá-los, cães não tem este tipo de raciocínio, ele sente as mudanças químicas no seu corpo, analisa sua linguagem corporal, em poucas palavras, sente sua energia e reage a ela. Ele sabe o que você sente, sabe que você esta desapontado, mas não faz idéia do porque. Por isso é importante falar a sua língua para não criar traumas nem em você e nem no seu animal!

Cães sentem felicidade?

SIM! Já viram um cachorro quando tem um grande prazer o que ele faz? Eles pulam, abanam o rabo e latem de uma forma extravagante! !!  Os latidos dos cachorros nos informam o estado em que este se encontra (ha latidos de insegurança, agressividade, felicidade). Quando este tipo de comportamento é constante, não significa que seu cachorro é muito feliz, quando é recorrente, o cachorro pode estar apresentando um quadro de ansiedade!

E Ciúme?

Hmmm não é bem assim.  A resposta quando você faz carinho num cão e o outro vem e tenta chamar a sua atenção é a disputa de território, não ciúmes. Por outro lado os cães tem um sentido de justiça nato, se você pede para um cachorro sentar e recompensá-lo com carinho e pede para um outro sentar e da um petisco, quando mandar o outro sentar de novo, se você não mostrar que ira retribuí-lo com um  petisco poder ser que ele não obedeça de novo. Alguns estudos mostram que os cães não são os únicos com este senso de justiça, os macacos também o tem. Então, cachorro sente “ciúmes” ? Não, mas pode parecer se aos nossos olhos humanizarmos suas reações.

Eu acredito que os cães amam, sentem medo, falta de auto-estima, tem traumas, apresentam depressão, mas a interpretação é diferente da humana. Com certeza um sentimento que os cães não têm é ódio, qualquer comportamento interpretado por nós como tal, é pura humanização.

 

Au pro Animal e um abraço para você!

Achei  legal este vídeo para ilustrar a felicidade canina –  este vídeo foi feito pela Camp Bow Wow Tri-Valley . Se vocês tiverem outros vídeos ou fotos dos seus cães que também sirvam para ilustrar esta matéria, ficarei muito feliz em publicá-los!

10
mar
10

Emoções Caninas – Hoppel e Eu!

Quando era criança tinha um cachorro, seu nome era Hoppel. Era um poodle de tamanho médio ao qual amava muito. Nos primeiros anos de vida ele era muito meigo e obediente, mas no final da sua vida ficou um cão muito agressivo.

Ele nunca me mordeu, se não uma vez em que avançou para morder uma pessoa e ao tentar defende-la  recebi a mordida. Não senti muita dor, mas na alma, estava indignada. Me senti traída por um dos seres que mais amava na vida… infantilmente deixei de falar com ele alguns dias, não mais que 3, era difícil resistir a essa cara meiga, que na aquela época achava que era de vergonha e desculpas.

Será que ele estava me pedindo desculpas pelo que fez? Será que ele sabia que eu estava triste com ele por causa do mordisco? Será que ele estava arrependido por ter me mordido?

A resposta a maioria desta perguntas é “não”! Claro que o cachorro sabe quando estamos desapontados, bravos, felizes e tristes. Eles sabem melhor que a gente como estamos nos sentindo, sem necessidade de palavras eles entendem a nossa energia. O Hoppel era um cão instável, quando meu pai morreu, ele virou muito agressivo, não porque sentisse tristeza da forma que nos humanos a sentimos, mas porque perdeu seu líder. Nos não éramos lideres, éramos 4 mulheres instáveis e a partida do meu pai tinha deixado todos nós muito tristes – aos olhos do Hoppel, éramos emocionalmente “incapazes” de realizar nossa tarefa de lideres, e ele teve que assumir a liderança que  não lhe proporcionávamos.

Hoppel me amava, sim, cachorro sente amor! Mas amor para cachorro também é corrigir um membro da matilha instável que está se intrometendo na liderança. Depois que me mordeu sentia que eu estava diferente com ele, triste, desapontada, mas não sabia porque. Cachorro não analisa as situações como a gente, sua linha de pensamento é diferente, para ele, estava fazendo seu trabalho ao “me corrigir”. O Hoppel estava reagindo a minha energia, mas não ao fato em si.

É muito difícil para um dono não humanizar as ações e reações de seu animal e até mesmo projetar em seu cão as responsabilidades normalmente associadas ao nosso comportamento. Pare, respire e pense: Seu cão é um cão e merece ser tratado e respeitado como tal. 

Graças a este cãozinho nasceu a minha vontade de falar a língua canina, com certeza escutarão mais anedotas sobre ele. Esta foi uma breve introdução, para falar das emoções caninas.

Au pro Animal e um abraço para você!

10
mar
10

Castração do ponto de vista comportamental

Eu entendo quando as pessoas ficam com receio de castrar o seu animal, eu também já me senti desta forma, pensava que estaria “mutilando” meu cão. Quando o veterinário me explicou as vantagens do ponto de vista de saúde, já fez mais sentido, mas ainda, não estava convencida, sentia que era antinatural…

Mas será que não é antinatural nunca cruzar nossos cães ou só uma vez na vida?
 
Na natureza os cães são feitos para procriar a cada 6 meses, tanto machos como fêmeas, na matilha sentem a mudança hormonal que esta acontecendo, e assim garantem a existência da sua raça. Mas como os cães já não são mais selvagens e nos somos os responsáveis por eles, é nossa responsabilidade mantê-los estáveis e controlar a população canina para que não exista mais casos de animais abandonados nas ruas.
 
Quando a fêmea é castrada, a mudança hormonal não ocorre e ela não se sente deprimida ao não ter cumprido com a sua tarefa natural de procriar. A ansiedade de ser fertilizada, de disputar com outras fêmeas a dominância para cumprir com a sua tarefa não se faz presente e desta forma não apresentara problemas comportamentais tais como ansiedade, agressividade, depressão ou gravidez psicológica.
 
Para o macho também é importante ser castrado. Quando os machos não cruzam a cada 6 meses, ele também se sentem frustrados e podem desenvolver problemas de agressividade com outros cães, reflexo  desta energia reprodutora reprimida.
 
Agora, desde o ponto de vista populacional, você não acha que já existem muitos cães abandonados, em abrigos e nas ruas precisando de dono? Para que contribuir com isso? Para que contribuir com o abandono de mais cãezinhos?

Esterilizemos nossos cães, com isso estaremos ajudando os nossos animais a ter uma melhor qualidade de vida, diminuindo os problemas de superpopulação canina.

Au pro animal e um abraço para você!

10
mar
10

Vai passear de carro com seu cão? Eu tenho algumas dicas!

Se seu cachorro é muito ansioso quando vai passear de carro, se ele chora, late ou começa babar siga estas dicas que podem ajudar!
 
1.      Nunca deixe seu cachorro entrar no carro se ele estiver ainda muito excitado.

2.      Tenha paciência e corrija ele até que se acalme, lembre, sempre de uma forma positiva e calma!

3.      Quando o cão estiver calmo, se ele não for muito pesado carregue-o, e ponha ele no carro. Se ele for pesado, arrume um objeto que sirva como degrau e com a guia convide-o para dentro do carro.

4.      Se estiver quente, pode molhar uma toalha e fazê-lo deitar sobre a mesma, para que se senta mais confortável.

5.      Lembre, no carro cachorro deve ter seu próprio sinto de segurança!

Au pro animal e um abraço para você!

22
fev
10

Dicas para um Bom Passeio

Se só o fato de pensar em passear como seu cão já faz com que você fique irritado, ansioso, com medo ou inseguro, tente seguir estes passos que podem ser uteis. Se não conseguir aplicar-los sozinho não precisa perder as esperanças, lebre que pode agendar uma consulta com a Mestra Dos Cães!

Passos:

1-      Antes de tudo RELAXE.  Feche seus olhos e pense no momento mais feliz da sua vida. Lembre, sinta e viva de novo este momento. Mantenha este sentimento dentro de você.

2-     Sem deixar escapar este sentimento de felicidade, poder e positivismo, pegue calmamente  a coleira do cão  sem falar ou olhar para ele.

3-     Com voz firme e sem excitação peça para o seu cão ir até você. Não coloque a coleira até que ele fique calmo e submisso… tenha paciência!

4-     Visualize que quem passará primeiro pela porta é você, e faça isso  acontecer. Peça para seu cão sentar ou simplesmente esperar você passar, para que depois ele possa segui-lo. A primeira vez pode não dar certo, tenha paciência e repita até o cachorro entender o que ele precisa fazer para você continuar com o passeio.

5-     Não se esqueça daquele bom sentimento do começo! Sinta-se poderoso e não tencione a guia, lembre que  pela guia você transmite também a sua energia pro cão. Sinta se orgulhoso, desta forma estará lhe transmitindo energia calma e positiva.

6-     Não permita que o cão fique na sua frente. Corrija sempre que precisar dando uma puxadinha firme e curta pro lado, desta forma o cachorro não escalará para os seguintes estados de ansiedade.

7-     Na volta para casa, não se esqueça de lhe prover água fresca!

 

Au pro animal e um abraço para você!

 




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