Arquivo para a categoria 'Agatha!'

10
jun
10

Homenagem à Agatha

Há algum tempo estava pensando em fazer meu Blog. Sabia que era importante divulgar meu trabalho, conscientizar as pessoas e instruir mais donos de cães, mas “nunca tinha tempo”. Quero dedicar este Blog à Agatha, graças a ela, a desculpa de não ter tempo desapareceu, a vontade de me expressar, de contar para o mundo que ela existia fez com que as horas se esticassem – e de repente conseguisse tempo. Queria compartilhar esta história com o mundo, para que pudesse achar o mais rápido possível um bom lar para ela. Os outros argumentos eram MUITO importantes, mas este era mais ainda porque envolvia uma vida, a felicidade dela estava em minhas mãos!  

08
jun
10

Agatha! História de um resgate – Parte 7 – FIM

Todos na clínica apaixonaram-se por ela… Contei ao meu marido sobre os elogios e que todos gostavam muito da Agatha, e ele disse: “Como não gostar dela se ela é apaixonante?” Falei para ele então, que a única coisa que ela precisava era achar um bom dono, um verdadeiro lar para sempre, e ele respondeu: “ela já tem um lar, e não vai para lugar nenhum”. Fiquei tão feliz! A minha matilha completa tinha aceitado a Agatha! Ela nunca mais ficaria longe de mim.

Quando voltei com a Agatha para casa, as cachorras estavam muito felizes, sentiram sua falta! Elas souberam antes de mim que ela não estava bem e por isso a tratavam delicadamente. Na sua volta, nos primeiros dias, trataram-na com delicadeza, mas conforme os dias passavam, a Agatha aceitava até as brincadeiras “brutas” da Nutella. Deixou de ignorar os brinquedos para armazená-los no seu lugar favorito do quintal. A primeira vez que dei um osso para ela, nem sabia o que fazer com ele, deixava as outras cachorras pegá-lo, mas agora o defende e come tão rápido quanto as outras – detalhe: Sofia e Nutella são quatro vezes o tamanho da Agatha. Comprei uma caminha e uma casinha do seu tamanho, mas ela se achava gigante como as irmãs. A Sofia querendo agradá-la tentava ficar minúscula para caber em sua cama, para que Agatha ficasse à vontade. Mas com a casinha não teve jeito, a Agatha precisou acostumar-se já que a Sofia não conseguiria enfiar-se na casinha pequena.

Houve algumas mudanças em casa, compramos camas grandes para satisfazer os gostos de todos. A Sofia conseguiu sossegar, pois agora a Nutella tem uma irmã mais jovem que acompanha suas brincadeiras. A Sofia nunca conseguiu fazer a Nutella entender que às vezes era bruta demais. E a Agatha com seu jeitinho meigo, dando umas rosnadinhas e mostrando seus pequenos dentes, domou a fera. As caminhas nunca mais ficaram arrumadas no cantinho. A Agatha toma impulso e corre para jogar-se nelas, se esfrega e volta tomar impulso. Meu marido não gostava de dar banho nas cachorras porque dava muito trabalho, mas com a Agatha é diferente, toda semana tomam banho quentinho juntos. A grama do meu quintal morreu de vez, a Agatha não gosta de fazer xixi nas pedrinhas, mas na grama sim, então em breve terei um quintal lindo feito de grama sintética. Ainda não temos filhos, mas já estamos preparando-nos econômica e mentalmente. Depois de tudo o que aconteceu com a Agatha ela ficou com incontinência urinária, então quando a cachorrada fica dentro de casa, colocamos fralda nela.

Ter um cão dá trabalho, ter três dá um pouco mais, mas não tenho palavras para explicar quanto vale a pena. Sim, há um pouco mais de bagunça em casa, um pouco mais de gastos, mas muito mais felicidade! As pessoas me falam que a Agatha ganhou na loteria, mas quem ganhou mesmo foi a minha família.

Tenho aprendido muito com esta experiência:

- Aprendi que vontade não garante sucesso. E por esta razão não devemos culpar-nos quando as coisas não dão certo se demos o melhor que poderíamos dar.

- Com a morte do meu pai, tinha aprendido que ninguém é eterno, mas mesmo assim culpava-me pelo que poderia ter feito. Com o que vivi com a Agatha entendi que não há nada que a gente possa fazer, pois, a vida é efêmera e NÃO temos controle sobre ela.

- Antes me perturbava muito não poder mudar a realidade de todos os cães de rua, agora sei o quanto custa econômica e emocionalmente fazê-lo. Entendo que não tenho condições para salvar todos, mas que ao salvar pelo menos a vida de um já faz diferença, não completamente, mas sim nessa vida que foi salva.

- Não sei se a incontinência da Agatha poderá ser curada, queria muito que sim, por ela, por mim, pelo meu bolso e o cheiro do meu quintal… rsrs mas como não depende de mim, aprendi a aceitar as doenças dos seres que amo. As doenças futuras dos meus familiares que estão mais velhinhos, dos meus amigos… Haverá algumas doenças curáveis, outras não… E a única coisa que poderei fazer que dependa só de mim, é aceitá-las e tentar viver da melhor maneira com esta realidade.

- Nada nesta vida é “perfeito”. Por essa razão, para poder usufruir das coisas boas, devemos aceitar as imperfeições, acreditem, estas imperfeições não são tão difíceis de ignorar é só amar as qualidades mais que os defeitos.

Obrigada a todos pela força, por acompanhar a história da Agatha e torcer por ela. Continuarei postando vídeos, fotos e notícias dela!

Agathinha bem vinda a nossa família!

Se você algum dia tiver a oportunidade de salvar um animal não perca essa oportunidade. Sim, vai sofrer, vai te dar trabalho, vai ter despesas… Mas a experiência, os aprendizados e o olhar deste ser eternamente agradecido, não se comparam com mais nada, é simplesmente sublime, aproxima-nos de Deus!

Fim da História de um Resgate, mas começa a História de uma adoção!

Au pro animal e um abraço para você!

01
jun
10

Agatha! História de um resgate – Parte 6

Eu sei que deixei vocês no meio da historia da Agatha e peço desculpas, espero que vocês compreendam os motivos. Esses dois últimos meses foram muito sofridos e tristes, mas com um final feliz. Desde o começo, a história da Agatha parecia uma novela: cheia de acontecimentos, probleminha atrás de probleminha, esoterismo, um grande problemão e finalmente o desenlace com um final feliz!

Começarei pela parte triste. Quis compartilhar com vocês quando tudo estava acontecendo mas quando começava escrever a tristeza me paralisava- estava triste e com raiva – então achei melhor deixar o tempo passar para relatar os acontecimentos de uma forma mais objetiva. Bom, depois da castração, a Agatha ficou mais alguns dias no hotelzinho, as despesas já estavam muito grandes e meu marido aceitou que a levasse para casa enquanto achava um bom lar para ela. Fiquei feliz porque iria tê-la por perto, mas também com medo de acostumar-me demais com sua companhia e depois ter que vê-la partir.

A Agatha já conhecia minhas cachorras, tinham ido ao parque juntas, havia ido a minha casa, mas desta vez era diferente, eu tinha que garantir que a introdução dela como parte da matilha fosse a certa para que todos nós ficássemos em harmonia. A introdução foi linda, perfeita, como tinha imaginado e desejado. Ficaram cheirando-se um tempinho, mostrei tanto para as minhas meninas como para a Agatha que eu estava no controle e que podiam confiar em mim. Depois ficaram brincando e a Nutella até cedeu a casinha dela para a Agatha, e a Sofia mostrou onde tinha que fazer as suas necessidades… Fiquei tão orgulhosa de todas elas.

Nesse dia, percebi que a Agatha estava muito quieta, mas achei que era pela mudança. No dia seguinte, continuava quieta e não queria comer. Eu sei que este tipo de comportamento pode acontecer com certas mudanças, em especial nestes casos, e que é temporal, mas alguma coisa no meu coração dizia-me que tinha algo errado. No dia seguinte continuava mal, liguei para a veterinária dela que me deu um diagnóstico que não me convenceu. Meu marido, já muito preocupado, levou a Agatha ao veterinário das minhas cachorras, o Rodrigo do Pró Vida Animal. A Agatha fez vários exames, mais ou menos uma hora depois me ligaram da clinica pedindo autorização para operá-la imediatamente porque o Útero estava quase explodindo e os ovários estavam muito inflamados, ela estava correndo risco de morte. Mas que ovários e qual útero se ela tinha sido castrada???

No meio da cirurgia o Rodrigo me ligou, estava abismado. Tinha mais dois veterinários com ele na sala de cirurgia, e contou-me que os três não conseguiam entender o que havia sido feito com a cachorra. Falou que estava ligando para que eu ficasse preparada, porque estava tudo muito feio e não sabia se conseguiria salvar a vida dela. Neste momento senti um peso na minha alma gigantesco, senti que tinha desapontado a Agatha, que em vez de salvar sua vida quando a resgatei, acabei com ela, mesmo lutando pelo seu bem estar, pois, minha boa vontade e ações não tinham sido suficientes. Pensei que, talvez se não a tivesse resgatado, mesmo no estado em que estava poderia viver e não estar entre a vida e a morte neste momento.

Duas horas e meia depois, o Rodrigo me ligou e falou que a Agatha havia sobrevivido à cirurgia, mas que agora a luta era contra uma grande. Foram dias estressantes, mas mais uma vez a Agatha demonstrou sua vontade de viver e a força da sua alma! A Agatha venceu também a infecção!

Todo mundo é inocente até que se prove o contrario e só cabe ao Conselho Regional de Ética Veterinária dar um veredito. Não podia deixar estes acontecimentos passarem sem fazer nada simplesmente porque a Agatha sobreviveu, ela sofreu muito e eu e minha família também. Acho que esclarecendo os fatos não só falo por ela, mas por outros que poderiam chegar passar pelo que ela sofreu. Prometo mantê-los informados. 

Aproveito para agradecer publicamente o Rodrigo, a Alexandra, a Erika e toda a equipe do Pró Vida Animal que salvaram a vida da minha menina e que com todo o carinho que lhe ofereceram mostraram-lhe que vale a pena viver!

To be continued…

Au pro animal e um abraço para você!

15
mar
10

Agatha! Historia de um Resgate – Parte 5

Final de semana passado foi muito legal! A Agatha esta recém castrada, não podia fazer muito exercício, então a levei no melhor lugar para curtir um pouco a natureza e brincar com outros amiguinhos. Esta pracinha é muito legal, os cães ficam soltos e a maioria das vezes em harmonia.

A Agatha foi um sucesso, crianças, cães “agressivos” e brincalhões ficaram perto dela. Mais uma vez percebi a energia desta mocinha… e fiquei mais surpresa ainda, alem de muito orgulhosa. Os cães agressivos chegavam perto dela a cheiravam e iam embora, até os seus donos não acreditavam.

Quando existe cães instáveis em um ambiente, o estável transmite uma energia positiva para os outros e todos ficam em harmonia! Parece mágica quando você vê esta mudança drástica de comportamento.

A Agatha fez uma linda amiga, a Beatriz, uma criança de 3 anos que a levou passear junto com sua outra cachorrinha. A Beatriz aprendeu como fazer-la sentar e ficou no meio de vários cães sem medo. Uma líder de matilha nata!

O passeio terminou com uma deliciosa água de coco, na volta para Pet Master a Agatha curtiu o carinho de Margarita (minha amiga), relaxando tanto, que até dormiu! Estava preocupada porque perto do curativo da castração apareceu uma bola, mas a Dra. Angeli falou que parecia que um ponto interno poderia ter estourado, que achava que não era nada.

Este dia não foi só legal para a Agatha, mas para mim também, conheci pessoas lindas, de corações grandes, que igual a mim, querem o melhor para os animais.

A Agatha ainda precisa de um lar, você tem um cantinho para ela?

Au pro animal e um abraço para você!

09
mar
10

Agatha! Historia de um Resgate – Parte 4

A cada dia que passa a Agatha esta melhor, agora está com um probleminha de pele,  e esta sendo tratada. É muito louco, quando parece que tudo esta bem … chega algum outro problema, mas com a Agatha tenho aprendido que não é nada de mais, a vida é assim mesmo, momentos bons e outros não tão bons, alto e baixos, e já que nenhum é eterno a melhor forma de afrontá-los é vivendo o momento (nem no passado nem no futuro), desta forma curtiremos os bons como se fosse o ultimo dia das nossas vidas, e os ruins como se fosse só um dia a mais….  

 Final de semana passado meu marido e eu levamos a Agatha passear, foi muito bom, ela curtiu bastante, começou reconhecer ele também como seu líder, obedeceu seus comandos e se sentiu segura do seu lado! Nos mostrou que a sua patinha já esta MUITO melhor, ficou de pé nas suas duas patinhas traseiras, se esfregou na grama, correu e brincou até cansar. 

Ontem ela foi castrada e hoje que a visitei parece estar bem, alegre, só esta um pouco atrapalhada com aquele negocio no pescoço Rsrs.

 A Agatha me fez afrontar varias coisas que eu achei que não estava preparada, me fez ver que eu não estou sozinha nesta luta e que tenho o melhor apoio do mundo do meu lado, meu marido, que respeita minha vocação, me aconselha e me da suporte quando vejo a situação turbulenta… Não há lutas que não sejamos capazes de afrontar, eu pela minha parte continuo na luta de achar um bom lar para a Agatha, sei que um dia vou chegar lá!

To be coninued…

 Au pro animal e um abraço para você!

02
mar
10

A Agatha procura um lar!

Olá amigos e clientes!
 
Para os que não me conhecem, meu nome é Sophia Novoa, sou psicóloga canina (reabilito cachorros com problemas de comportamento).

Sempre sou chamada por proprietários de cães, que desejam ter uma relação perfeita(equilibrada) com seu aumigo, mas devido a problemas comportamentais não conseguem. Dia 3 de fevereiro, a noite, no meio da chuva, resgatei esta menina, ela é a Agatha, e o mais irônico é que mesmo vindo da rua é uma cachorrinha muito estável, o que chamaríamos de o cão “perfeito”!
 
Perfil da Agatha
Espécie: Canina
Sexo: Feminino
Idade: 1 ano aproximadamente
Porte: Pequeno para medio (10 kg aprox.)
Cor: Preto com manchinhas brancas na ponta de três das suas patas e no peito.
 
Agora a informação mais importante, seu comportamento (não devemos adotar nem comprar um cão simplesmente pela sua aparência, raça,  e sim pelo seu comportamento!):
 
A Agatha e uma cachorra muito estável.

- No passeio:

  • Não puxa.
  • Segue quem a estiver levando.
  • Não late para outros cães nem reage aos latidos dos outros.
  • Quando vê outros cães não puxa para chegar perto nem tenta fugir.
  • Pode ser guiada por pessoas idosas, adultos e crianças.

 

- Em casa:

  • Como todo cachorro, precisa se exercitar, mas não precisa tanto exercício como outros cães para drenar sua energia.
  • Gosta de companhia, mas se precisar ficar sozinha fica tranqüila. Precisa diariamente de contato com humanos.
  • É obediente.
  • È um bom cão tanto para apartamento como para casa (lembrem, um cão de apartamento não se define pelo seu tamanho e sim pela sua energia).

 

- Convivência:

  • Convive bem com adultos e crianças.
  • É muito delicada nas suas brincadeiras.
  •  Convive muito bem com outros cães (machos e fêmeas)
  •  Não a vi ainda com gatos, mas pela sua energia acho que se   daria bem, ou seria fácil de ensiná-la se dar bem.
  •  Gosta muito de carinho.
  •  Nunca a ouvi latir.
  •  

- Na matilha:

  • Entende bem seu lugar na matilha (é submissa aos humanos).
  • Precisa de um bom líder de matilha já que precisa confiar no seu dono, sentir que esta segura (lembrem, todos os cães precisam de um bom líder!).
  • Não fica disputando dominância com outros cães ou seres humanos.

 

Estas são algumas características do seu comportamento. Mas lembre que os cães vivem no momento e se não nos esforçarmos para fazer as coisas certas seu comportamento pode mudar. Quem adotar a Agatha poderá sempre contar com a minha assessoria!
 
Se interessou pela Agatha e quer saber mais sobre a sua historia, entre no meu Blog: www.amestradoscaes.wordpress.com
 
A Agatha já esta vacinada e vermifugada. Será castrada futuramente!
 
Por Favor me ajudem a encontrar um lar para a Agatha!!! Ela merece muito um bom lar onde seja respeitada, bem cuidada e muito amada. Ninguém sabe o que um cachorro verdadeiramente é até realmente se permitir conviver com ele, é um anjo!

Quem estiver interessado em adotá-la favor entrar em contato no email: amestradoscaes@yahoo.com
 
Desde já agradeço a sua ajuda.
 
Au pro animal e um abraço para você!

02
mar
10

Agatha! Historia de um Resgate – Parte 3

Depois dum relaxante  carnaval, cheio de surpresas pelo meu aniversario, as coisas não poderiam terminar melhor. Quarta feira, a tarde, dia 17 de fevereiro,  peguei a Agatha e a levei para a minha casa passar uma tarde comigo e as minhas cachorras!

Estava com um pouco de medo, já que normalmente, quando minhas cachorras me ajudam na reabilitação de um cão, são elas que vão até a casa do paciente. Não sabia como elas iam se comportar com a presença da Agatha no seu próprio território. Pensei: Porque estou com medo, já fiz este tipo de introdução tantas vezes com outros cães… é só esquecer que são minhas, néh? Fácil…

E foi fácil mesmo, estacionei o carro e as minhas cachorras já ficaram super agitadas do outro lado da porta. A Agatha esperou até eu chamar-la para descer do carro, pedi para ela esperar, abri o portão do quintal e fiz as minhas meninas sentarem.

 A Sofia estava mais calma, então pedi para ela ser a primeira em conhecer a Agatha. Como a Sofia é mais dominante que a Nutella, sabia que por conseqüência se a Sofia a aceitasse, a Nutella iria aceitar também.

A Sofia a cheirou, a Agatha manteve sua energia calma e submissa se deixando cheirar, depois a Agatha a cheirou e acabou o ritual. A Sofia continuou fazendo outras coisas e nesse momento chamei a Nutella. A Nutella presenciou a forma como foi feita a introdução com a Sofia e a imitou. A Nutella também aceitou a Agatha, mas quando me pegava dando atenção a Agatha, latia um pouco  chamando minha atenção. Depois de um tempo de corrigi-la, parou e as três meninas ficaram em harmonia, deitaram e todas nos assistimos TV. A Agatha tem uma energia linda, acalma até dois labradores, comportados mas agitados!

Chegou a hora de levar-la de volta á Pet Master. Fiz ela deitar no chão do lado do co-piloto, e quando trocava a marcha ela ficava cutucando minha mão com o focinho para fazer carinho. Quando cheguei no hotelzinho, pegaram ela, e fiquei com o coração muito apertado ao ver que ela não estava querendo ir… contei os dias até sábado para rever-la!

Chegou o sábado!!! Acordei cedinho, e enquanto meu marido arrumava o carro para levar a cachorrada no parque, eu peguei a Agatha. Não é fácil levar três cachorros de carro, neh? Meu marido cumprimentou a Agatha seguido pela  Sofia e a Nutella, a Sofia lambeu seu rosto, a Nutella brincou com ela e o Zack o cachorro do vizinho também lhe deu as boas vindas!

No parque todo mundo curtiu muito, elas fizeram amigos, receberam muitas lambidas e ficaram com bastante calor – bem cansadas. A Agatha é fiel, e seguidora nata, não tentou fugir, ficou atenta aos meus comandos!

A deixei solta com as minhas cachorras, mas de vez em quando pegava de volta a guia quando um cachorro grande queria brincar com ela – eles são muito  estabanados e a patinha desta moçinha esta muito melhor, mas ainda tem muito que cuidar…

No meio de bolas, frisbees, potes de água, e novos aumigos, as três cachorras conviveram excelentemente, fiquei orgulhosa das minhas meninas!

Uma esperava a outra beber água e a Agatha  foi especialmente paciente. O passeio terminou com as três meninas deitadas em matilha, curtindo a natureza e a companhia de todos nós.

Ao voltar pra Pet Master conheci um casal lindo que tinha resgatado uma Kuvasz, conversamos um pouco sobre a nossa luta e depois  a Agatha foi embora feliz e eu também !!!

Já os atualizei, varias coisas mudaram, mas ainda a Agatha esta em busca de um bom lar! Próxima semana lhes contarei as novidades do final de semana!

To be continued… 

Au pro animal e um abraço para você!

 

23
fev
10

Agatha! Historia de um Resgate – Parte 2

Parte 2  

“Pretinha”, tinha muitas nos sites de adoção a maioria das cachorrinhas SRD de cor preta chamavam-se assim (nada contra, é um lindo nome), queria que ela se sentisse diferente,  precisava de um nome que subisse sua auto estima, e a minha colega e amiga Beth tinha razão a Agatha não é rara mas é preciosa!   

No final de semana seguinte (3 dias após o resgate) pedi para uma amiga me acompanhar pegar a Agatha  para levá-la  num lugar mais perto da minha casa. Não me sentia em condições de pegá-la sozinha, tinha medo do estado em que poderia encontrar o animal.  

Onde ela estava era bom, estava sendo bem tratada,  mas era longe para visitá-la e sentia que o correto, já que eu era a responsável, era estar por perto.   

Cachorros que sofrem traumas e são resgatados, não só precisam ser tratados fisicamente com o veterinário mas emocionalmente também. Precisam voltar a acreditar em nós  seres humanos, precisam saber que se voltarem a sair às ruas guiados por nós, tudo vai estar bem! É importante ao resgatar um cão tratar a sua parte psicológica para que ao ser adotado, a convivência com o novo dono seja mais fácil: não fuja, nem seja agressivo por medo,  para que muitas outras situações, não se transformem em problemas e boas desculpas para que sejam devolvidos.  

O moço da clinica veterinária pegou a Agatha e a deixou no chão, ela tremia incontrolavelmente , não queria andar, estava paralisada. Eles tinham dado banho e ela estava linda, cheirosa e com um laço Pink que contrastava com sua linda pelagem preta brilhante. Percebi que o que a paralisava não era em si a dor, mas o medo. A patinha estava melhor,  mas a Agatha estava extremadamente triste…  Chorei de tristeza ao ver que tremia assustada e de repente quando ela me viu, abanou o rabinho e andou em minha direção, aí minhas lagrimas mudaram, passaram de ser de tristeza a lagrimas de felicidade!  

Aquele dia foi mágico, as pessoas que estavam com seus cães esperando que tomassem banho, ficaram perto da Agatha, fazendo carinho nela, e foi então que a linda personalidade dela apareceu. Aceitava e pedia carinho de adultos e crianças, não se incomodou nem com um gigante e agitado Pastor Alemão que a cheirava, nem com uma pequena poodle alegre que passava por cima dela querendo brincar. Ela era rara, um cão muito estável!  

As pessoas ao seu redor e seus cães sentiram a energia diferente da Agatha, sentindo-se confortáveis perto dela. Houve lágrimas de tristeza e emoção, todos querendo ajudar sem interesse, absolutamente espontâneos. Nestes momentos é que a verdadeira natureza dos seres humanos transborda, como o dia em que a resgatei, e de novo a Agatha estava movimentando mais gente, querendo fazer o bem. Saí de lá animada, com esperanças! Conheci pessoas lindas e de corações grandes!  

Me despedi das pessoas que estavam ali, dos veterinários e o dono da veterinária (Gilson) Dog Up, onde a recuperação da Agatha tinha começado!  

No carro, minha amiga Margarita a levou no colo, Agatha estava feliz recebendo carinho enquanto chegávamos na veterinária perto de casa, a Pet Master. A Dra. Angeli  avaliou Agatha e me deu boas e não tão boas noticias, – a boa era que estava bem de saúde, a não tão boa – que ia tentar por a patinha no lugar mesmo sabendo que podia sair de novo… e que se saísse teria que operar. Observaram  o comportamento de Agatha e me deixou muito feliz, saber que ela ia ficar solta com outros cães, não ia ficar sozinha e nem presa numa gaiolinha.   

Bom gente, agora  estou precisando ir.  

Isso aconteceu há duas semanas, continuem acompanhando a historia da Agatha e as suas novas fotos. Muitas coisas melhoraram, mas o que não mudou é que a Agatha ainda esta a procura de um lar!  

  

To be continued…  

Au pro animal e um abraço para você! 

 
 
 
 

  

  

   

  

 

17
fev
10

Agatha! Historia de um Resgate – Parte 1

É muito difícil entender como funciona o universo, pessoalmente acho que nada acontece por acaso… acho que tudo nesta vida tem uma razão de ser com o fim de nos ajudar alcançar essa evolução espiritual que é a verdadeira meta. Quem tiver interesse em saber mais sobre meu ponto de vista sobre este assunto fique a vontade de me perguntar… é uma opinião muito pessoal e por enquanto não quero causar polêmica.

Bom, há duas semanas, voltando a noite para minha casa, achei uma cachorra atropelada na rua, estava chovendo, o transito esta ruim, queria tanto chegar em casa, sentar no meu sofá, jantar e assistir um bom filme em companhia do meu marido e as minhas cachorras… mas acho que o universo tinha outro planos para mim. Sempre consegui ter uma boa desculpa para ignorar este tipo de situações: minha mãe me mata se eu pegar esse cachorro, esse senhor que esta ai deve ser o dono, meu marido não vai deixar, não posso por em risco a saúde das minhas cachorras…. e sempre consegui conviver com isso…, ia embora triste, chorava por algumas horas, e me reconfortava com as minhas desculpas, mas desta vez foi diferente porque o cachorro estava machucado.
Parei o carro, observei a cachorra que na aquela hora achei que era macho, e vi que estava mancando muito. Tomei ar, suspirei, vieram na minha mente mil perguntas: e se estiver machucada o que eu faço? Aonde levo? Será que vai sair caro?  e sem responder nenhuma delas desci do carro, não dava para ignorar a situação, e ai estava ela, toda enroscadinha tremendo de medo e dor. Não sabia se era brava, cães com dor podem ser agressivos, mas no olhar na hora soube que era mansa.

Umas pessoas numa pizzaria que estavam presenciando minha situação, me ajudaram a por ela no carro, e no meio do estresse parecia estar tudo melhor, uma cachorrinha de não mais que 10 Kg conseguiu agitar 4 pessoas em 15 minutos…começou o milagre!

Os milagres nem sempre acontecem com alegria, e este milagre não foi diferente, começou com muita tristeza e medo, tinha um cachorro no meu carro morrendo de dor, e eu sem saber aonde ir, pedindo ajuda amigos que tinham mas experiência. Me sentia sozinha no meio desta imensa e caótica cidade, onde mesmo com GPS estava difícil me achar…

Cheguei numa veterinária que me indicaram, pensei que estava salva… mas estava só começando a minha odisséia. Trataram ela super bem, cobraram a consulta um pouco mais barato (mas ainda caro $60) e me falaram que por ela ser de rua não podiam hospedar ela… entrei no carro e pensei, e agora??? Abrigo de cachorros não pega porque estão super lotados, e agora hotelzinho também não porque é de rua?

Horas depois acabei por encontrar um lugar no fim do mundo, onde alem de bem atendida, receberam a cachorra. Ficou numa gaiolinha porque não podia se mexer muito e eu podia finalmente voltar para minha casa pensar no que iria fazer para salvar em definitivo o animalzinho.

A sensação que tinha era muito estranha porque dessa vez consegui resgatar o cão, devia estar feliz porque fiz aquilo que sempre quis fazer, mas porque não me sentia assim? Porque sentia tanta vontade de chorar? Hoje depois de duas semanas sei porque, mas só contarei a vocês mais para frente…. nos próximos dias continuo já que agora preciso muito sair! Sorry!

Espero que continuem acompanhando a historia da Agatha! Sim, ela chama Agatha, o primeiro nome foi Pretinha, mas ao chegar no escritório no dia seguinte uma colega e amiga de trabalho me falou que ela precisava de um nome que subisse sua auto estima e sugeriu este nome que achei perfeito!

To be continued…

Au pro animal e um abraço para você!

 

17
fev
10

Historia de um resgate – Fotos da Agatha

A Agatha procura um lar aonde seja amada e respeitada pelo resto da vida!!!!




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